O cálculo da nota final do Enem gera dúvidas nos estudantes, já que a pontuação não costuma ter uma relação direta com o número de questões acertadas pelo candidato. Isso acontece porque a correção feita pelo Inep segue um complexo sistema que conta com diferentes variáveis para a concepção das médias. Para te ajudar a clarear as ideias, nós preparamos este post que explica como o método funciona na prática.

Entendendo a TRI

A correção da prova do Enem segue um método conhecido como TRI (Teoria de Resposta ao Item), que dita o valor da nota de acordo com diferentes critérios. Nos próximos itens, nós explicamos melhor o papel de cada regra da TRI no peso da nota final.

Classificação por nível das questões

Em primeiro lugar, é importante entender que as questões possuem níveis de dificuldade, classificados de 0 a 1000 (ou mais, já que 1000 não é necessariamente a maior nota possível). Imagine essa distribuição como uma régua, em que as perguntas mais difíceis estão colocadas acima dos 500 e as mais fáceis estão abaixo.

Média de acertos

O Enem não calcula sua nota de maneira isolada, mas sim relacionando-a com a média de todos os candidatos. Imagine que, por exemplo, a média de acertos na prova de ciências da natureza em certo ano foi 20 questões do total de 45. Quem acertar esse número, estará nos 500; quem fizer mais ou menos, estará abaixo ou acima da média. Isso é utilizado para todas as competências, com exceção da redação, que segue um modelo de correção independente que vai de 0 a 1000 e é escolhido pelo corretor, sem o uso do método.

Parâmetro de causalidade

A TRI também possui um mecanismo para reduzir a pontuação por chutes. Aproveitando a média do item anterior, imagine que você acertou 25 questões, estando 5 acima da média. Com isso, suponhamos que sua

nota final fosse 750. O sistema esperará acertos da maioria das questões que estão no intervalo de 0 a 750, pois esse é o seu nível. Caso não ocorra o esperado, a correção pode julgar que alguns acertos são chutes, e baixar a nota dada para cada uma dessas perguntas.

O que a TRI quer?

O Enem não mede exatamente sua quantidade de acertos, mas sim procura criar um perfil sobre você, estabelecendo o seu nível de conhecimento em cada uma das disciplinas. Além disso, ele quer ter dados sobre o desempenho de todos os alunos, sendo uma maneira de avaliar a qualidade do ensino do país. Por isso que antes de se preocupar com acertar o máximo possível, é preciso ter o cuidado de ir bem nas perguntas mais fáceis, produzindo uma prova equilibrada que te deixe numa boa posição na média final.

Cálculo da média

Graças ao complexo sistema da TRI, não é possível calcular sua nota em casa, depois de fazer a prova. É preciso esperar a correção oficial, que sai alguns meses após o final de semana do exame. Quando isso acontecer, você consegue calcular a sua média, a nota final que será utilizada para se aplicar às vagas nos vestibulares.

Peso

O peso de cada competência depende da instituição de ensino e do curso para os quais o estudante pretende se candidatar. É possível que para um curso de engenharia, as matérias de matemática e ciências da natureza tenham um peso maior que as questões de linguagens, por exemplo. Para saber isso, acesse o site da respectiva universidade e procure pelos documentos sobre os cursos. Lá constarão essas e outras informações úteis.

Média

A nota final será calculada por uma média ponderada, conforme a fórmula a seguir:


Caso as notas não possuam pesos diferentes, o cálculo se transforma em uma média simples, em que basta somar a pontuação e dividir por 5.

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